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Bolsonaro diz que pode privatizar a Petrobras

O presidente eleito Jair Bolsonaro afirmou, ontem, no Rio de Janeiro, que a Petrobras pode ser privatizada em parte. Apesar disso, ele afirmou que a estatal é uma empresa de grande relevância para a soberania do País em termos estratégicos e, por esse motivo, deve continuar sob o comando principal do Governo Federal. “Alguma coisa você pode privatizar. Não toda. É uma empresa estratégica”, asseverou.

Segundo ele, isso ainda não está totalmente definido, pois ainda haverá uma avaliação mais completa por parte da sua equipe econômica. “Estamos conversando. Eu não sou uma pessoa inflexível. Mas nós temos que ter muita responsabilidade para levar adiante um plano como esse”, destacou. No decorrer da manhã de ontem, o vice-presidente eleito Hamilton Mourão afirmou que o futuro governo pretende preservar o “núcleo duro” da estatal, mas a equipe estuda a possibilidade de negociar áreas como distribuição e refino.

Nomeação
Ainda na manhã de ontem, o economista Roberto Castello Branco foi confirmado para presidir a Petrobras. Em artigos recentes publicados na imprensa, ele defendeu a privatrização da empresa. Indicado por Paulo Guedes, que assumirá o Ministério de Fazenda, Castello Branco aceitou o convite. Além disso, Bolsonaro reiterou que Guedes tem carta branca no seu governo. “Tudo que é envolvido com economia, ele está escalando o time. Eu só, obviamente, estou cobrando proatividade. Enxugar a máquina e fazê-la funcionar para o bem estar da população”.

O presidente eleito acrescentou, ainda, que quer o valor do combustível mais barato. Porém, avaliou que os preços também levam em conta decisão dos governos estaduais. “Em grande parte, depende dos governadores, que colocam o ICMS lá em cima”, lembrou. O general, Hamilton Mourão passou a manhã em reuniões internas no Centro Cultural Banco do Brasil, onde funciona o governo de transição, e também elogiou o nome de Roberto Castello Branco para presidir a Petrobras, tendo em vista o seu currículo.

Banco do Brasil
Para o Banco do Brasil, Bolsonaro admitiu que estuda o nome de Ivan Monteiro, que, atualmente, está no comando da Petrobras. Segundo ele, a equipe econômica não terá direito de errar e está sendo montada com nomes que já são testados no mercado.
O presidente eleito deu as declarações na portaria do condomínio onde mora, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Ele saiu em um carro escoltado pela Polícia Federal pouco antes das 15 horas. O comboio voltou cerca de 30 minutos depois. Ele disse ter ido ao banco. “Eu sou um ser humano. De vez em quando eu falo para darmos um passeio aí, para poder sair de casa”, explicou.

Educação
Questionado sobre o Ministério da Educação, Bolsonaro afirmou que avalia com calma os nomes. “Desde muito tempo, (o Ministério da Educação) está aparelhado. Há um marxismo lá dentro que trava o Brasil”, criticou. Bolsonaro disse que os governos do PT dobraram os gastos em educação e mesmo assim não houve melhoras nos índices: “a molecada não sabe fazer uma regra de três simples”, lamentou.
Jair Bolsonaro descartou a possibilidade de nomear a atual presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Maria Inês Fini, como ministra. “Essa não esteve à frente dessa prova do Enem? Está fora. Não tem nem cartão amarelo.
É vermelho direto”, completou.

20 de NOV de 2018 às 10:13:18
Fonte: O Estado CE
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O presidente eleito Jair Bolsonaro afirmou, ontem, no Rio de Janeiro, que a Petrobras pode ser privatizada em parte. Apesar disso, ele afirmou que a estatal é uma empresa de grande relevância para a soberania do País em termos estratégicos e, por esse motivo, deve continuar sob o comando principal do Governo Federal. “Alguma coisa você pode privatizar. Não toda. É uma empresa estratégica”, asseverou.

Segundo ele, isso ainda não está totalmente definido, pois ainda haverá uma avaliação mais completa por parte da sua equipe econômica. “Estamos conversando. Eu não sou uma pessoa inflexível. Mas nós temos que ter muita responsabilidade para levar adiante um plano como esse”, destacou. No decorrer da manhã de ontem, o vice-presidente eleito Hamilton Mourão afirmou que o futuro governo pretende preservar o “núcleo duro” da estatal, mas a equipe estuda a possibilidade de negociar áreas como distribuição e refino.

Nomeação
Ainda na manhã de ontem, o economista Roberto Castello Branco foi confirmado para presidir a Petrobras. Em artigos recentes publicados na imprensa, ele defendeu a privatrização da empresa. Indicado por Paulo Guedes, que assumirá o Ministério de Fazenda, Castello Branco aceitou o convite. Além disso, Bolsonaro reiterou que Guedes tem carta branca no seu governo. “Tudo que é envolvido com economia, ele está escalando o time. Eu só, obviamente, estou cobrando proatividade. Enxugar a máquina e fazê-la funcionar para o bem estar da população”.

O presidente eleito acrescentou, ainda, que quer o valor do combustível mais barato. Porém, avaliou que os preços também levam em conta decisão dos governos estaduais. “Em grande parte, depende dos governadores, que colocam o ICMS lá em cima”, lembrou. O general, Hamilton Mourão passou a manhã em reuniões internas no Centro Cultural Banco do Brasil, onde funciona o governo de transição, e também elogiou o nome de Roberto Castello Branco para presidir a Petrobras, tendo em vista o seu currículo.

Banco do Brasil
Para o Banco do Brasil, Bolsonaro admitiu que estuda o nome de Ivan Monteiro, que, atualmente, está no comando da Petrobras. Segundo ele, a equipe econômica não terá direito de errar e está sendo montada com nomes que já são testados no mercado.
O presidente eleito deu as declarações na portaria do condomínio onde mora, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Ele saiu em um carro escoltado pela Polícia Federal pouco antes das 15 horas. O comboio voltou cerca de 30 minutos depois. Ele disse ter ido ao banco. “Eu sou um ser humano. De vez em quando eu falo para darmos um passeio aí, para poder sair de casa”, explicou.

Educação
Questionado sobre o Ministério da Educação, Bolsonaro afirmou que avalia com calma os nomes. “Desde muito tempo, (o Ministério da Educação) está aparelhado. Há um marxismo lá dentro que trava o Brasil”, criticou. Bolsonaro disse que os governos do PT dobraram os gastos em educação e mesmo assim não houve melhoras nos índices: “a molecada não sabe fazer uma regra de três simples”, lamentou.
Jair Bolsonaro descartou a possibilidade de nomear a atual presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Maria Inês Fini, como ministra. “Essa não esteve à frente dessa prova do Enem? Está fora. Não tem nem cartão amarelo.
É vermelho direto”, completou.

20 de NOV de 2018 às 10:13:18
Fonte: O Estado CE